terça-feira, 13 de setembro de 2011

Somos mães, mas ainda somos mulheres

Este fim de semana, teoricamente, era do Mr. Pai. Me programei para encontrar minhas amigas na sexta à noite. Até que ele me disse que não iria buscar a filha. Cheguei a dizer que não ia mais ao encontro das amigas até que resolvi fazer ele assumir as responsabilidades dele. Liguei e disse que já havia marcado um programa e que ele iria assumir as responsabilidades dele. Ele, óbvio, ligou para a mãe para ver se podia assumir este “compromisso”.

Dez e meia ele ficou de passar para buscar a Luna. Ok. Chegou aqui em casa cheio de piadinhas. “Viu, filha? A mamãe vai para a balada e nós vamos para casa dormir. Ela ainda vai preferir a mim que a você”, disse querendo me agredir e continuou a dizer coisas como se eu preferisse sair a ficar com minha filha. E disse que ele, o pai exemplar, “nos últimos seis meses nem tem saído e quando o encontram na rua perguntam se ele ainda mora na cidade”.

Eu realmente estava com pressa ou ultimamente não estou dando muito trela ao que Mr. Pai diz ou pensa. Se eu usasse as palavras dele, eu diria que “estou em outra vibe”. Literalmente. Poderia ter argumentado que passamos a gravidez sozinhas, eu e Luna, enquanto ele jurava amor eterno a uma outra moça que mal conhecia. No pós parto cumpri todas as funções de mãe e protetora do nosso bebê e sim, muitas vezes precisei de alguém do meu lado. Mas ele estava se recuperando do pé na bunda da grande paixão da vida dele.

Eu fui mulher o suficiente para levar a gravidez, para cuidar da nossa filha, o que continuo fazendo muito bem, mas nós, ex-grávidas e mães solteiras passamos por mais uma árdua lição: nos redescobrir mulheres após a maternidade sozinhas. Quando existe um casamento, uma relação entre a mãe e o pai da criança, o homem faz este papel e ajuda a mulher a voltar a se sentir desejada. Mr. Pai me fez parecer assexuada após a maternidade.

Não sei se o fato de eu estar “voltando” de forma mais madura e não o estar incluindo o incomoda e o faz querer me agredir com piadas e gestos afins. O que eu acredito e recomendo às mães solteiras é que, quando chegar o momento, tenham um tempo para si mesmas. Sair com as amigas, dar boas risadas – mesmo que uma vez por semana ou a cada 15 dias. É revigorante. Somos mães, mas ainda somos mulheres!


4 comentários:

  1. Sim, ainda somos mulheres!!! Sou mãe solteira desde que minha filha completou 6 meses! E vivo essa função em tempo integral, me escondo embaixo de fraldas, mamadeiras, brinquedos... Ler outras histórias parecidas com a minha me fez muito bem... Estou tentando dar o 1º passo pra um novo começo, e sei que vou conseguir!!!

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  2. Nossa!! Acho que vc disse tudo o que eu queria dizer!! "Eles" sempre vão encontrar um jeito de nos agredir, não importa o que a gente faça! Vivo num dilema. Quando a minha filha tinha 4 meses o pai dela queria levá-la para a casa dele... mas eu expliquei que ela mamava e não havia necessidade de ir naquele momento. Depois, quando ela tava com 6 meses, ele veio com a mesma conversa... ele visitava muito pouco ela e dava pouca assistência tbm mas queria de todo jeito levar ela pra casa dele. Eu não permiti e expliquei a situação, ela ainda mamava. E ainda mama. Ele se estressou comigo, me ofendeu e desapareceu. Ficou meses sem dar notícias. E agora que eu precisei colocar a minha filha num berçário ele veio com xingamentos e se sentiu ofendido. Agora sou eu que estou tentando evitar ele ao máximo pra não causar mais mal estar... É complicado ser mãe solteira quando temos um "pai" que não ajuda, só atrapalha nas nossas decisões ou não sabe entrar em acordos e sempre arranja um motivo para brigar com vc.

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  3. OI Lorena, espero que consiga. Começamos a caminhar devagar. Mas vale a pena o exercício :)
    Afinal, ficamos desabitadas a sair, a nos arrumar, a olhar para nós mesmas. Mas é um passo de cada vez. Um dia de cada vez. Nada de se exigir demais!! Vá com calma, mas faça um esforço.
    Flor, é assim mesmo. Eu me questiono até que ponto vai o amor do Mr. Pai ou até que ponto é possessividade dele em relação à filha. A partir do momento em que ele a assumiu como filha, ele a trata com POSSE. Não consigo distinguir, muitas vezes, até que ponto ele "cuida" porque ama ou porque a considera uma posse ou parte dele. Me entende?

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  4. Que tristeza, 2 dias após dar uma tapa na cara do meu ex, descubro que estou gravida de 5 semanas...fui com a cara e a coragem dar a noticia a ele, em meio tormentos, ficamos confusos acabamos reatando e ele magoado comigo devido ao tapa, nunca superou....acabamos terminando novamente quando passamos um feriado romantico nao parana, casa da tia dele....eu estava de 7 meses, surtei totalmente queria que ele sumisse das novas vidas, ele ficou tambem surtado, até arrumou outra e saiu mas após acabou...Bem a nossa princesa Hevellyn veio ao mundo, linda e sorridente, começou ai a tortura, ele quis ajudar em tudo, achei um maximo, más novamente surtei fui num advogado queria tirar ele de dentro da minha casa a todo custo, era muito comodo ficar na minha casa e depois ir trabalhar a noite, queria resolver essa situação, queria casar com ele, ter familia decente, seguir os padrões deste mundo, más ai ele precionado não sei, medo do novo não sei....e depois de inumeras briguinhas bobas, acabamos nos desgastando e agora ela com 9 meses, ele grita para quem quer ouvir que somente quer cuidar da nossa princesa,que não tem mais jeito nós,e não posso negar, não posso tirar ele de perto dela...ele ajuda mesmo, até leva ela para a escolinha depois de uma noite de trabalho, e as vezes acorda e vai busca la ainda....
    Dinheiro nem preciso dizer tambem, más o problema está em mim, não deixei de gostar, não deixei de sonhar de ver nós três juntos, NÃO CONSIGO SEPARA COMO ELE SEPARA, falta forças já tentei.....

    alguem tem palavras para mim?

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