quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Um ano de Luna

Hoje a coluna é em homenagem a razão de ser deste blog: a Luna.

Um ano de Luna

Luna mudou completamente a minha vida e meus objetivos. Não poderia ser diferente. Mas, talvez por ser sozinha ou, da forma como foi, eu tive que rever conceitos e hoje posso dizer que minha filha funciona como uma espécie de lastro, que mantém o equilíbrio do navio – e da minha vida.

Há 365 dias eu sou a pessoa mais importante na vida de uma pessoa. Primeiro fui responsável por amamentar, trocar as fraldas, mantê-la quentinha e confortável. Depois vieram as cólicas. Eu dava meu colo, fazia massagem e a colocava em minha barriga de bruços para tentar aliviar as dores abdominais.

Nos primeiros dias, a achava muito frágil e a colocava em meus braços para dormir. Mesmo exausta, meu sono era de vigília. Além de me preocupar com meu bebê, eu achava que tinha que “proteger” a casa. Mais tarde, percebi que esta função era do homem e, por não ter um em casa, eu instintivamente quis criar uma redoma para ela. Mais tarde, tive que voltar a trabalhar e, juntas, enfrentamos novidades e instabilidades.

Enquanto isso, o meu bebê também crescia. As primeiras risadas, as primeiras gracinhas, os primeiros gracejos, o primeiro dentinho. As primeiras papinhas, aprender a sentar, a engatinhar e agora, os primeiros passos. Enquanto escrevo esta coluna a minha filha, prestes a completar um aninho, está agarrada na bonequinha. Ela já deu de mamar, pegou seu paninho e tentou cobri-la. Agora fez a bonequinha ninar. Nada disso tem preço.

Ela nasceu em 21 de setembro de 2010, no dia da árvore, duas semanas antes do previsto. Posso dizer que, de uma vez só, fiz as três coisas que um homem deve fazer na vida: tive um filho, plantei uma árvore e comecei a escrever meu livro.

Minha filha se chama Luna. A árvore foi simbólica. Eu fiz um blog, owww.gravidasolteira.blogspot.com que nasceu com a nossa história de mãe solteira e tem dado frutos, ajudando mães no Brasil inteiro. O livro já tem 30 capítulos e continuo escrevendo. Logo será editado. Palmas para Luna que plantou esta semente e espero que continue ajudando muitas mães solo por aí. Parabéns, filha, por ser a minha pequena grande Luna.

Beijos

Flavia

terça-feira, 13 de setembro de 2011

Reflexão pré-um ano! (Parte 1)

Está chegando o aniversário de um aninho da Luna. Impossível não parar para fazer uma grande reflexão. Hora de agradecer as conquistas e as pessoas que estiveram presentes ou entraram na minha vida. Momento de ver o que ainda cabe na nossa historia.
É hora de correr atrás do tempo perdido e tirar o atraso pelos meses em que ela dormia quase 18 horas por dia e eu ao lado zelava seu sono ou amparava suas cólicas, com ela no colo ou de bruços na minha barriga.
Depois veio o tempo de começar a mexer o corpo. Lentamente, para conhecer o território e saber até onde iam os limites das pernas. Engatinhar. Andar como gatos. Esticar-se timidamente pelo chão. Hoje meu bebê já se equilibra sozinho. E mais: quando aponta um alvo, sai em disparado com seu andar de gatinhas sem o menor pudor. Luna começa a dar seus primeiros passos e a tendência é que, naturalmente, (nós) deixe(mos) pelo caminho as coisas que "pesam" ou atrasem o nosso passo.
Qualquer analogia com o comportamento da mãe da Luna nos últimos meses não é mera coincidência. Falo isso em relação à vida. Tem um momento em que precisamos "guardar" energia e aceitamos o "banco de reservas" para poder nos rever diante de um grande espelho, reavaliar nossas estratégias, ver o que deu certo e o que nos levou àquela "contusão" que nos deixou fora do jogo por algum tempo. Com a ajuda de um bom ortopedista, fisioterapeuta e treinador - além da torcida, é claro -, voltamos à cena do jogo. Desta vez, para assumir uma postura mais ativa diante das nossas vidas.

Somos mães, mas ainda somos mulheres

Este fim de semana, teoricamente, era do Mr. Pai. Me programei para encontrar minhas amigas na sexta à noite. Até que ele me disse que não iria buscar a filha. Cheguei a dizer que não ia mais ao encontro das amigas até que resolvi fazer ele assumir as responsabilidades dele. Liguei e disse que já havia marcado um programa e que ele iria assumir as responsabilidades dele. Ele, óbvio, ligou para a mãe para ver se podia assumir este “compromisso”.

Dez e meia ele ficou de passar para buscar a Luna. Ok. Chegou aqui em casa cheio de piadinhas. “Viu, filha? A mamãe vai para a balada e nós vamos para casa dormir. Ela ainda vai preferir a mim que a você”, disse querendo me agredir e continuou a dizer coisas como se eu preferisse sair a ficar com minha filha. E disse que ele, o pai exemplar, “nos últimos seis meses nem tem saído e quando o encontram na rua perguntam se ele ainda mora na cidade”.

Eu realmente estava com pressa ou ultimamente não estou dando muito trela ao que Mr. Pai diz ou pensa. Se eu usasse as palavras dele, eu diria que “estou em outra vibe”. Literalmente. Poderia ter argumentado que passamos a gravidez sozinhas, eu e Luna, enquanto ele jurava amor eterno a uma outra moça que mal conhecia. No pós parto cumpri todas as funções de mãe e protetora do nosso bebê e sim, muitas vezes precisei de alguém do meu lado. Mas ele estava se recuperando do pé na bunda da grande paixão da vida dele.

Eu fui mulher o suficiente para levar a gravidez, para cuidar da nossa filha, o que continuo fazendo muito bem, mas nós, ex-grávidas e mães solteiras passamos por mais uma árdua lição: nos redescobrir mulheres após a maternidade sozinhas. Quando existe um casamento, uma relação entre a mãe e o pai da criança, o homem faz este papel e ajuda a mulher a voltar a se sentir desejada. Mr. Pai me fez parecer assexuada após a maternidade.

Não sei se o fato de eu estar “voltando” de forma mais madura e não o estar incluindo o incomoda e o faz querer me agredir com piadas e gestos afins. O que eu acredito e recomendo às mães solteiras é que, quando chegar o momento, tenham um tempo para si mesmas. Sair com as amigas, dar boas risadas – mesmo que uma vez por semana ou a cada 15 dias. É revigorante. Somos mães, mas ainda somos mulheres!


sábado, 3 de setembro de 2011

Na CBN

Oi Mães
O Grávida, estado civil mãe (solteira) foi assunto hoje da Revista CBN em rede nacional na seção

Blogueiros: dicas para as mães e histórias de grávidas solteiras. Eu estou realmente orgulhosa da proporção que o tema ganhou.

Obs.: Desculpem a blogueira e jornalista que não está acostumada a dar entrevistas em rádios e gaguejou. Estou acostumada a ficar do outro lado da notícia... Mas, acho que o importante é passar a mensagem.

Quem quiser escutar, acesse o link: