segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Novos Rumos

Veja o texto na coluna da revista Pais e Filhos.


Na semana passada estava conversando com uma amiga de São Paulo quando ela disse a seguinte frase: “Querer ter o pai do meu filho nas nossas vidas é como aquela viagem maravilhosa para Cancún que eu sempre sonhei... Algumas amigas fizeram e dizem que não vale a pena tanto esforço e dinheiro. Que é muito quente e chove demais. Eu queria me contentar com as reclamações delas mas, no fundo, Cancún sempre vai continuar na minha cabeça até que eu vá até lá”, disse Nina, mãe solteira de J.L., de um ano e meio.
Entendo Nina. Até algum tempo atrás meu sonho era fazer um curso de documentário em Cuba. Logo percebi que o meu desejo de conhecer aquele país e fazer aquele curso foi substituído. A vontade de fazer cinema deu espaço ao prazer em escrever. E o destino? Qualquer lugar mais cosmopolita com um parque de diversões para minha filhota se divertir.
Quando escutei a frase de Nina também percebi que já não desejo mais o pai da minha filha na minha vida. Gostei muito dele, o desejei no nosso dia-a-dia, mas ele nunca passará de um ideal de roteiro que a gente compra pela internet e, quando convive vê logo que se trata de um golpe. O pior é que não existe “Procon” para reclamar.
Vou apelar para a ficção para dar um exemplo. Acompanho a novela das oito da Rede Globo, Insensato Coração. Carol (Camila Pitanga), a mãe solteira de Antônio, quis saber como era a tal vida em comum com o pai do seu filho, o bon vivant  André (Lázaro Ramos). Não deu outra: se deu mal. Não adianta querer mudar a essência do outro para que este realize um sonho nosso. Às vezes, acabamos percebendo que certos lugares e pessoas não combinam mais com nosso estilo de vida e podemos reinventar novosdestinos e sonhos a qualquer momento. Não tente moldar o outro para caber no seu roteiro. Não vale a pena. 

4 comentários:

  1. Adorei o texto, chegou em um momento que sinto a mesma coisa relatada pela sua amiga.
    Foi bom saber que não sou a unica.

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  2. eu estou grávida de 36 semanas e o pai da criança não quer nem saber da criança... e disse que só registra a criança depois do resultado do exame de dna o qual eu não tenho condições de pagar, pois moro de favor com meus pais e já tenho uma filha de 2 anos do meu casamento de 3 anos e não recebo pensão do meu ex-marido,,, e tudo que tenho para o meu bebe é fruto de um chá de bebe beneficiente que as irmãs da igreja que eu frequento fizeram em meu favor... minha situação é critica mas não vou desisitir dos direitos do meu filho...

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