quinta-feira, 26 de maio de 2011

Tem dias que ainda quero gritar "Me leva?"

O blog me dá um retorno imensurável: as leitoras. Nada como o feedback das leitoras.

Quem me acompanha sabe que estou passando por uma situação delicada para quem tem 31 anos, é mãe solteira... Já fui independente, morava sozinha quando engravidei e hoje estou desempregada e voltei a morar temporariamente na casa do meu pai. Tenho que pensar primeiro na infra-estrutura da minha filha antes de aceitar qualquer emprego, tenho que avaliar muito antes de dizer "SIM" a qualquer proposta (apesar da vontade de fazê-lo) e por a mochila debaixo dos braços. Agora também tenho que carregar uma filha!

Tive um probleminha pessoal ontem e foi bom poder contar com o pai da Luna. Todo o carinho que faltou durante a gravidez hoje ele sabe dar à filha. Eu fui entregá-la no portão de casa e vi os dois partirem, de carro. Ele conversava com ela. Ela olhava para ele.
Eu queria sair correndo atrás do carro e gritar: "Me leva! Ei, vocês esqueceram de mim!".

Oooops!! Corta para a realidade, Flavia!
Ele está sendo um bom pai para a Luna, mas ele não é meu pai. Ele tem carinho, vai na escolinha e briga para participar da vida da filha (o que vejo com bons olhos). É difícil não misturar os sentimentos. Até hoje eu pago o "ônus" de ter tido um pai à distância que sempre se empenhou em mandar dinheiro para meu bem-estar. Mas quantas vezes eu só queria ter um pai que me colocasse no carro e conversasse comigo?
Contei isso para uma amiga e ela me perguntou: "Como você faz pra não chorar ou não pedir 'me leva!'?". Quem disse que, inconscientemente, eu não estou como uma menininha na frente do portão, pedindo "Me leva?"

15 comentários:

  1. Nossa Flavia, que triste, deu pra sentir sua angustia daqui...Realmente não deve ser facil, sou filha de pais separados, sofri mto com isso, pq não tive presença de pai nem fisica e nem financeira, se não fosse meu padrasto assumir esse papel eu nem saberia como seria... Mas apesar de dificil pra você, o importante é a Luna se sentir amada, sentir que tem um pai que se preocupa e a ama... Fica em paz, Deus abençoe vc e ilumine seus caminhos para que logo surga uma boa oportunidade de emprego pra vc...

    Beijos

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  2. Flavia,

    Lembro de você com carinho e admiração. Carinho pelo fato de termos sido companheiras de uma dura jornada. Admiração porque vi você perseverar e se superar diante de tantos desafios - dos quais destaco a gestação dedicada de Luna.
    Não passei por nada parecido em minha vida, então nem deveria escrever nada sobre esse assunto. Mas tenho a impressão que você iria se fortalecer e blindar suas emoções se conseguisse lembrar que passou pela fase mais crítica - e não só saiu ilesa dela, como também conseguiu dar ao mundo uma nova vida! Você nos presenteou com Luna, uma criança de semblante abençoado e expressão feliz! Se agarre à grandeza disso e, certamente, nada mais vai lhe faltar!
    Beijos enormes!

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  3. Ê, amiga...
    As vezes a unica coisa que a gente queria era que fosse 'normal' a nossa situação.
    Afinal, por que não comigo?
    O que eu tenho de tão errado?
    A gente não alimenta esses sentimentos, mas que eles existem... Ah existem!
    Muitas vezes eu pensei "Vc não está esquecendo de nada?"...
    Beijo
    Cinthya
    O Divã Dellas

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  4. Menina, a sensação de solidão ataca a gente, mesmo quando temos marido e (dois) filhos. Toda mudança gera insegurança mas você deve se agarrar naquela pessoa que era capaz de colocar um mochila nas costas e sair; onde ela está? O que ela faria? Não posso dizer que sei o que você está passando pois temos caminhos diferentes (de vida, idade) mas estar vulnerável é um risco para quem está vivo, certo?
    Vou torcer daqui, para que tudo se ajeite, da melhor forma, na sua vida. Se as coisas boas passam, porque as ruins continuariam???Tem muita felicidade vindo ao seu encontro! Aproveite!

    Beijos

    Marcella Lobo - A Loba Boba
    http://marcellalobo.blogspot.com/

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  5. Que bom que acabei de descobri ao entrar aqui que não sou um E.T! Estou entrando no sétimo mês de gestação. Descobri que estava grávida depois que o pai tinha terminado comigo um namoro de 4anos. Sofri demais...depois que falei que estava grávida ele quis voltar e dizia que queria casar. Eu relutei, mas ele começou a me dar muita atenção e carinho e quando aceitei casar ele me dispensou de novo agora...
    Acho que me iludi de novo.

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  6. Fabiola, Fiquei super emocionada com sua história...e fiquei me perguntando o que será que a Flávia veio aprender com tudo isso e o que será que a Luna veio trazer de presente pra vida da Flávia?! mas ficarei acompanhando vocês, almejando um caminhando iluminado e muito feliz!

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  7. Muito obrigada Flávia !

    Fiquei muito feliz ao receber seu e-mail! Gostei do seu blog, pois lá eu vi que não sou a única a passar por tudo isso, que
    não estou sozinha. Tenho realmente que aprender a focar na minha gravidez, na minha filha que rejeitei tanto no início e
    que aprendi a amar graças a Deus e a mãe maravilhosa que tenho.

    Beijos e fica com Deus!Depois te mando a foto do meu barrigão lindooooooo!!!!

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  8. Flávia flor, amiga de horas e momentos tantas vezes tão difíceis...só quero que saiba do bem que nos faz com suas palavras, e que tudo o que tem nos passado, Deus já vem retribuindo em sua vida...que as mãos do Senhor encham seu coração e seu espírito de consolo quando mais precisar...Deus te abençõe sempre...bjs, Paula.

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  9. Oíe me identifiquei muito com isso sua historia,
    e foda saber que estar gravida , e que o pai da sua filha nao esta nem ai pra vc , amo muito o pai da minha , tento vingir q nao to neem ai pra ele mais so deus sabe o tanto ki eu choro em estar sem elle sem nesses momentos em q agente mais precisa.. mais entreguei isso tudo nas mãos de Deus

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  10. Eu ainda não passei por esse momento, minha princesinha tem apenas 7 meses e o pai mora na Noruega. A dor da solidão esteve comigo durante os 9 meses, minto, mais, pois ela nasceu e ele só veio conhecê-la quando ela estava com 4 meses. Ainda gosto dele, mas resolvi não insistir mais nisso pois jamais seria capaz de perdoá-lo por tamanho abandono.Todas sonhamos com uma família perfeita e feliz, mas a história se desenvolve como Deus quer e é ele e nossas atitudes que um dia nos farão entender o porquê de tudo, ou não. Basta apenas acreditar que Ele escreve certo por linhas tortas. Permaneça firme, digo à vc como se dissesse à mim mesma. Estamos juntas nessa jornada. Adorei o blog. Grande abraço!

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  11. Sua historia eh a minha em gênero, numero e grau! incrível!

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  12. Estou gravida de 7 meses. Namorei 5 anos e ele sempre me pedia um filho. Terminou comigo logo apos que descobrimos que estava gravida. Me deixou com todas as despesas de casa sozinha, trabalho mas a minha gravides sempre foi de risco e nem por isso ele deixou de curtit a vida dele com outras mulheres e varios amigos. Fiquei do lado dele no momento mais dificil da vida dele, enquanto a propria mae e amigos viraram as costas a ele, lembrar disso me revolta ainda mais. Meu bebe vai nascer com 34 semanas e ja estou com 30 ainda nao tenho nada e esta muito dificil comprar tendo que pagar aluguel e despezas de casa. Me sinto muito sozinha, ja sofri muito e ainda sofro demais por estar nessa situacao. Sinto falta da presença de um homem, de carinho, de alguem que me acompanhe nas consultas de pre natal, que toque a minha barriga e sinta meu filho se mecher. Alguem sabe me dizer oque faço pra me sentir melhor?

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  13. OI Pamela, acho que a única coisa que pode te fazer sentir melhor é focar na sua gravidez e no bebê que está para nascer. Sinceramente, não adianta nada ficar "cobrando" coisas do passado. Infelizmente, a vida não nos dá garantias. Não podemos ficar cobrando que os outros façam pela gente o que fizemos por eles. Bola pra frente. Quando decidimos ter o bebê independente de ter ou não o pai dos nossos filhos com a gente estamos assumindo um compromissos com estes seres que dependem apenas de NÒS, mães para sobreviver. Neste momento, temos que sair do papel de vítima e assumir a responsabilidade sobre os nossos atos e escolhas – independente da opção dele em não fazer parte da nossa vida durante a gestação, em não querer dividir a vida com a gente, etc. Bola para frente. bjs

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  14. Sugestão 2: Faça um chá de faldas e de bebê com seus amigos. As vezes tb temos que dar um passo para trás para poder dar 3 para a frente. Vi muitas mães solo tendo de voltar para a casa dos pais depois que o bebê nasceu ate poderem se recuperar financeiramente. É uma fase...

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  15. Olha meninas, por vzs doeu como se estivessem enfiando uma faca e aquela choro surgia do nada!!..assim, eu ia para o banheiro do meu serviço e chorava. Eu segurei uma rejeição de um ex namorado na minha gravidez e segui assim por meses da gestação..Quando através de conversa e forças das pessoas, comecei a me erguer e fiz meu chá de fralda, roupinhas eu me divertia comprando..E quando meu filho nasceu..qndo ele tinha 3 meses regularizei na justiça tudo. (já que quis visitar e babar encima do filho, o filho era o foco). Não parei de trabalhar, retornei a minha faculdade e morando com meus pais..Hoje, passados 3 anos..e recém formada, ainda não consegui sair de casa...Escuto bobagens quando há brigas, meu pai usa este ponto fraco e me lembra das escolhas, do filho, de que devo buscar mais ajuda do cara que engravidou etc...Isso dói, mas faz a gente fincar o pé no chão. O mundo dá voltas meninas, e para quem é jovem como eu...(como a dona do blog tb), podemos muito..dejamos estrategistas, chorar baixinho na hora de dormir vale tb. Mas não esquecemos que somos as donas de nosso destino!!! Foco e fé..quero 'usar' deste auxílio e buscar minha independência agora que tenho mais possibilidades e um dia relembrar de tudo. Já disse a meu pai (hoje mesmo) que um dia que eu não precisar do auxílio dele para ajudar meu filho, ele e todos irão lembrar do que me disseram. Nada é poracaso. Boa sorte a todas

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