sexta-feira, 13 de maio de 2011

Sim, nós fazemos a DIFERENÇA!

Ontem eu estava conversando com uma mãe solo como eu e ela desabafou: “Flavia, é tão difícil pra mim não ser casada com o pai do meu filho... é confuso... não fazer parte do normal...É estranho fazer parte do diferente”.

Eu perguntei a ela o que é “normal”? Acho tão subjetivo esta definição de normal. Mas entendo minha amiga mãe solo porque me questionei inúmeras vezes como ia ter minha filha sozinha quando estava de barrigão. Hoje abri o livro “A Psicanálise na Terra do Nunca – Ensaios sobre a fantasia”, do Mário e Diana Corso para ajudar a pensar sobre o tema.

No livro, os autores que são psicanalistas abordam um assunto que eu concordo: existem muitos casais que estão juntos em nome dos filhos e acabam oferecendo um lar sem amor, uma relação sem admiração mútua entre os pais e isso pode ser um prejuízo ainda maior para as crianças.

“Um lar frio, sem emoção, transmite uma vida de ‘obrigação’ e isso pode ser uma herança nefasta, que cria uma descrença nos laços afetivos. Nesses casos, leva-se uma vida que segue apenas na inércia, sem um desejo genuíno que engate estes filhos a qualquer coisa, afinal, a lição que tiveram é: viver em família é suporta-se tristemente”, afirmam os autores.

Para ser sincera, acredito mais em uma família diferente e fora do “padrão” e verdadeira do que em poses vazias dignas de fotos para revista “cor-de-rosa”. O nosso mundo é colorido e tem todas as cores, inclusive o preto e branco!

Um comentário:

  1. Eu acho que conheço essa pessoa... Ha ha ha
    E em tese, penso da mesma forma que os psicanalistas, mas na prática tem sido difícil, eu não nego. É impossível não pensar e não sentir a diferença, não temer o futuro da criança, enfim.
    Vou chegar lá... Com sabedoria, como sempre fiz.
    Beijo, amiga!
    Cinthya

    http://odivadellas.blogspot.com

    ResponderExcluir