sexta-feira, 8 de abril de 2011

Barbárie de Realengo

Impossível saber da tragédia na escola Tasso da Silveira, em Realengo, no Rio de Janeiro, nesta quinta, dia 7 de abril, sem ficar com um nó na garganta. Pairam um monte de perguntas sobre o que teria levado o assassino Wellington Menezes de Oliveira a tirar a vida das doze crianças após entrar na instituição atirando a esmo.
Apesar de não ter a ver com o tema do blog, como mãe, me sinto obrigada a comentar sobre o assunto. Pois amanhã Luna vai estar em uma escola e quem vai garantir que um doente qualquer não vai interferir na integridade da minha filha? Sou solidária a dor das mães e familiares que perderam as crianças.
Culpados? Não acho que uma catraca com detector de metais impediria a ação. Quem quer matar, quem tem a intenção de ferir como ele mesmo já havia afirmado na carta antes de cometer a ação, acharia alguma forma de executá-la. O que me dá medo é a doença mental não tratada.
Uma amiga escreveu ontem que "As estatísticas apontam que 20% da população sofre de algum tipo de transtorno mental. Enquanto não houver uma política pública de tratamento psiquiátrico e psicológico ou esses dados não forem levados a sério, tragédias continuarão a ocorrer. Ficamos apegados à saúde do corpo e esquecemos que as mentes também adoecem. Campanhas pela saúde mental - quando alguém ouviu falar sobre isso pela última vez?". Apoio e concordo.
Um ato que me comoveu, no meio da dor, foi a avó Nilza Candelária da Cruz, 63 anos, que criava sua neta K, de 14 anos, desde os 3 anos de idade. Em meio a tanta tristeza, Nilza foi a primeira a autorizar a retirada dos órgãos de K para doação, atendendo a pedido da equipe estadual de transplante. “Não serve mais para ela, pelo menos salva outras vidas”. Que soco no estômago! Esta é abeleza e o mistério do ser humano... Que lição pra todos nós!!!

4 comentários:

  1. Flavia com certeza foi um caso dque chocou a todos nós,eu que moro relativamente perto de Realengo,na hora só pensei em dois filhos de um amigo meu que estudam nesse colégio,mas que graças a Deus não tinham ido a aula ontem.
    O Brasil cada vez mais impotente né
    Beijos em ti e na Lulu!

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  2. Oi Fer
    Caramba. Acredito muito em destino. Imagino como seu amigo deve estar... É como ter perdido um avião que caiu após decolar.
    beijo :)

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  3. É realmente uma grande pena as "doenças da mente" não serem tratadas...não tenho nem palavras para tentar dar conforto às mães que perderam seus filhos:(

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  4. infelizmente, mta gente boa preferiu falar de desarmamento nesse episódio que discutir a total falta de estrutura do estado brasileiro para tratar a doença mental, o que seria mto mais produtivo.

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