sábado, 30 de abril de 2011

Pais e Filhos de Maio!!

Mães,
Atenção: Vejam a revista Pais e Filhos de Maio!! Grávida, estado civil mãe!!!
Obrigada a todas pelo carinho, pelo apoio e por participar desta grande rede de acolhimento :)

quinta-feira, 28 de abril de 2011

Aplicativos

Minha filha tem um novo aplicativo. Chama-se "som".
Acorda falando TéTéTé.
De repente sai algo como Dá. A-dá.
Quando quer chamego fala Mamamamama.
Quando quer colo, levanta os bracinhos.
Quando chega da escolinha tem um novo jeito de enrolar a língua e soprar o vento!
Quando não gosta da comida - ela não come banana de jeito nenhum! - dá tapa no pratinho...
Se quer brincar faz "Búh" e mostra a linguinha.
Na hora e dormir muda de ladinho e parece que quer me fazer carinho.
Onde surgem estes aplicativos? Cada dia parece que faz download de um novo...

quarta-feira, 27 de abril de 2011

Altos e baixos

A gravidez solo é uma experiência cheia de altos e baixos. Sempre escutei que a mulher grávida tem a sensação de completude, como se o filho completasse a sua falta. Acho que sentimos este vigor no pico máximo e pensamos "Eu e meu filho (a) nos bastamos. Não precisamos de mais ninguém!". Existe alguém aí dentro que respira quando você respira, come o que você come, sente o que você sente.
De repente, não temos mais controle sobre o nosso corpo. De uma hora para outra uma sensação de desamparo parece que invade nosso ser e precisamos de colo. Daqui a pouco achamos aquele "a-braço" sufocante demais e damos um berro. Nos afastamos.
"Ah, os hormônios!". Tudo eles.
Um medo enorme de não conseguir proteger este serzinho que está na nossa barriga o suficiente. "Será que darei conta sozinha?", pergunto aos meus botões. Vem a super-heroína e responde com nervos de aço: "Claro, você será a melhor mãe que ela terá!".

segunda-feira, 25 de abril de 2011

No Twitter

Mães,
Me sigam no Twitter!!
@flaviawerlang

Tenho colocado frases que nem sempre estão aqui.
Algumas:
A gravidez é um processo no qual a mãe fica à mercê do filho. Ela escuta seu coraçãozinho, vê a ultra, mas o bb não passa de uma vaga ideia.
Outra:
Tudo isso gera tensão, medo de "perder" nosso bebê, de não saber o que se passa com ele (a). Não estamos mais só, mas ficamos mais carentes.


Ontem & Hoje

Na Páscoa do ano passado eu pedia atenção ao pai da minha filha. Lembro que passei o feriado todo, sozinha, em casa contando com a ajuda de amigas vizinhas. Eu morava sozinha, enjoava muito, não conseguia cozinhar.... enfim...
Nesta Páscoa vejo a diferença. Com minha filha que hoje tem sete meses me sinto fortalecida. E vejo que o pai dela consegue amá-la. Luna esteve doentinha estes dias. Estava gripadinha. Toda hora que tossia e perdia a chupeta acordava. Isso de cinco em cinco minutos durante à noite. Claro que tem horas que você quer ter alguém do seu lado e poder dizer: "Agora é você!".
Mas estamos conseguindo estabelecer um certo nível de convivência que podemos "estabelecer algum nível de parceria". Durante o dia pude deixar Luna com ele um pouco para descansar e ontem ela passou a tarde e noite com ele e a mãe dele para eu descansar.
"Eu sou pai, tenho direito de cuidar". Tem direito e dever.
A audiência referente à pensão foi marcada para o dia 16. Vamos ver até quando dura nossa convivência "pacífica".
Meu pai sempre me ensinou que não existe nada como um dia após o outro com uma noite no meio :)
Vamos em frente... Contem comigo!!!

quarta-feira, 20 de abril de 2011

Ausência x Expectativas

Eu escrevia muita coisa durante a gravidez. Estava dando uma revirada no computador e acabei de achar isso. Não lembro exatamente a data, mas deve ter sido no quarto ou quinto mês, antes de saber o sexo do meu bebê.

"O nome do bebê. Queria ter com quem dividir esta escolha. Queria que o pai do bebê se importasse se ele vai se chamar João, Frederico ou Joveliana. Queria ter com quem dividir o medo. A insegurança se vai dar tudo certo, se ele vai nascer bem, com saúde, e por que não mexeu ainda. Mas ele nunca teve interesse em saber se ele está se desenvolvendo bem...

O que mais dói é que um dia este cara ainda vai receber o sorriso deste filho? Mais: ele vai cobrar que o filho corresponda aos sonhos dele – mesmo tendo ele se ausentado quando o bebê estava sendo projetado."

Eu que escolhi o nome, Luna. Ele queria Maria. Cedi em por Luna Maria. Também consigo dividir os sorrisos da Luna. Não por causa dele, mas porque a minha filha um dia poderia me cobrar de ter tirado isso dela. Ele se manifestou em dar carinho e eu deixei. Afinal, busquei isso a gravidez inteira.

Quando ela tiver capacidade, por si só, ela poderá julgar os pais que têm.


terça-feira, 19 de abril de 2011

JK Rowling - A lição

Mães,
Me sugeriram assistir uma palestra da JK Rowling para os formandos em Letras de Harvard. Rowling falava de fracasso e como esta queda a impulsionou a seguir a carreira de escritora e logo alcançou o estrelato após o lançamento deHarry Potter e a Pedra Filosofal, em 1997.
Comecei a assistir este vídeo por causa dos meus trabalhos profissionais - estou desempregada -e escutar a história da criadora de Potter me deu um ânimo tão grande que tive que dividir com vocês:
"O que eu mais temia quando tinha a idade de vocês não era a pobreza, mas o fracasso. O talento e a inteligência nunca imunizaram ninguém contra o capricho do Destino.
Todos precisamos decidir, por nós mesmos, aquilo que constitui o fracasso, mas o mundo é bastante ávido para lhe dar um conjunto de critérios, se você deixá-lo. Sete anos após o dia da minha formatura eu tinha fracassado em escala épica. Um casamento de duração excepcionalmente curta, eu estava desempregada, era mãe solteira e tão pobre quanto é possível ser na Grã-betanha moderna sem ser uma desabrigada.
De acordo com cada padrão normal, eu era a maior fracassada que eu conhecia. Eu não tinha ideia de quão longo era o túnel e, por muito tempo, qualquer luz em seu fim era mais esperança do que realidade.
Então por que eu falo sobre os benefícios sobre o fracasso?
Simplesmente porque fracasso significa se despir do não é essencial. Eu parei de fingir a mim mesma que eu era diferente e comecei a orientar toda a minha energia em terminar o único trabalho que importava para mim. Se eu realmente tivesse alcançado sucesso em qualquer outra coisa eu poderia nunca ter encontrado a determinação pra ter sucesso naquela área na qual eu verdadeiramente acreditava que pertencia. Eu estava em liberdade porque o meu maior receio já tinha sido realizado, e eu ainda estava viva, e ainda tinha uma filha a quem eu adorava e tinha uma velha máquina de escrever e uma grande ideia.
O fundo do poço se tornou a base sólida sobre a qual reconstruí a minha vida. Talvez nunca falhem na escala que eu falhei, mas alguns fracassos na vida são inevitáveis. É impossível viver sem falhar em algo, ao menos que você viva de forma tão cautelosa que pode não ter vivido de verdade – nesse caso, você falha por omissão.
O fracasso me deu uma segurança interna que eu nunca tinha atingido passando em exames. Ele também ensinou coisas sobre mim que eu não poderia ter aprendido de nenhuma outra forma.
Descobri que tinha uma grande força de vontade e mais disciplina que suspeitava; também descobri que eu tinha amigos cujo valor estava realmente acima de rubis."

domingo, 17 de abril de 2011

As mães também amam

Mães,

Resolvi incluir uma sessão neste blog: Amor. As mães também amam. A verdade é que antes de ser mãe sou mulher. Minha filha hoje está em primeiro lugar de tudo, mas tenho que ser sincera não com os outros, mas comigo mesma: eu já amei demais, inclusive o pai da Luna.

Hoje meu coração está vazio, mas busca alguém que mereça ocupar esta vaga. Alguém digno deste espaço, claro. Que me trate com respeito e goste da minha filha. Precisa estar disponível em todos os sentidos - sem aliança, sem compromisso com outra pessoa, ser emocionalmente maduro e que me dê tranquilidade.

Na época da gravidez e que Luna ainda era bem bebezinha eu assistia a todas as novelas, inclusive TiTiTi. Adorava. Teve um diálogo entre a Cristiane Torloni (Rebeca) e a atriz que representava a filha dela na novela (Camila) que eu até guardei. Confira:

Rebeca: Você gerou expectativa demais...

Camila: Não tenho direito de sonhar?

Rebeca: Claro que tem. Sonhar é muito bom! Mas no momento em que você incluiu o Edgar, ele deixou de ser ele para ser o “Moze”. E o “Moze” só existe dentro da sua fantasia, Camila. Não te nada a ver com o Edgar real.

Ou seja: Quantas vezes nós nos apaixonamos pela idealização que fazemos de uma pessoa? Neste exemplo, "Rebeca" mostra até que a filha criou um personagem fictício com nome e tudo, o "Moze". Às vezes mantemos o nome do dito cujo - eu chamava o Mr. Pai pelo nome real -, mas nunca havia dado atenção para as características egocêntricas.

Será que estamos olhando os homens com óculos cor de rosa só para preencher um vazio que, na verdade, só pode ser ocupado por amor próprio e auto-conhecimento.

sábado, 16 de abril de 2011

Curso de gestantes

Eu fui em um curso de gestantes quando estava no quarto ou quinto mês de gestação. Sinceramente, eu só continuei porque fui obrigada pelo meu pai a ir. Foi a PIOR coisa da minha vida. No curso só tinha CASAIS. Pior: casais que cismavam em falar a lingua tatibitati. Acho que faltou a psicóloga palestrante explicar às mães que elas só ficaram grávidas e não retardadas.
Gente... nem precisava dizer que eu era a única grávida solteira e, obviamente pela minha cara e falta de aliança ninguém me perguntava do pai. E eu também procurava não me enturmar muito na hora dos "intervalos". Ainda bem que durou somente cinco dias (os dias úteis de uma semana).
A minha sugestão é que os grandes centros fizessem cursos separados para casais e mães solteiras, pois há dicas legais: como dar banho, como limpar o umbigo do bebê, tipos de anestesia, como estimular o bebê, palestra com pediatra, amamentação, nutrição....
Valeu a pena pelas informações mas o preço é bem alto para as solteiras que já estão em um momento delicado. É torturante ver alguns casais como tive que presenciar. E com os hormônios à flor da pele...
Lembro do casal 20 à minha frente. A moça nem barriga tinha ainda. Aliás, tinha barriga tanquinho, isso sim. E o maridíssimo junto. Além de ficarem o tempo todo de mãos dadas ficavam comentando tudo que era dito em sala.
"Ai amor, viu, ela disse que não posso fazer esforço. Então você lava a louça rsrs"
"Ai, docinho, ela mandou comer brócolis. Agora vou ver se você está se alimentando direito, tá?"
Ergh..... Cada aula meu enjoo piorava. Ui......

Fotos do barrigão




Mães Solteiras,

Por mais difícil que esteja sendo passar este momento sozinha, por favor, registrem esta fase. Daqui a pouco vocês estarão com seus bebês no colo, daqui a pouco eles ou elas acordarão dando risadas (só) para você. Farão gracinhas indescritíveis. E eles vão querer saber da história deles.
E, por incrível que pareça - eu juro - vocês sentirão saudades do barrigão. Não das lágrimas, me escutem (leiam) daquele vínculo de poder carregar nosso bebê na barriga e achar que tínhamos o poder de protegê-lo de tudo para todo o sempre.
Enfim, a vida é um ciclo. E nossos bebês vão crescer e têm o direito de saber a historia deles e nós, de lembrar que carregamos aquele rapaz ou aquela moça linda na nossa barriga!! Minha pequena grande Luna daqui a pouco está uma moça...
Eu não queria fazer as fotos porque ia ficar constrangida por não ter alguém (o pai) para nos acompanhar naquele momento, nos dizer que estávamos "lindas" e me senti exposta, meio "ridícula". Um dia, uma amiga muito fofa, fotógrafa profissional, a Tarla, foi na minha casa e me intimou a fazer as fotos. Sou muito grata a ela. Pelo carinho comigo, com a Luna e pelas fotos. Me senti acolhida e senti maior orgulho da minha barriga.
Sobre o papel do pai nisso tudo? Dane-se ele. Não participou da gravidez. A gravidez é da mãe. As fotos ficaram ótimas e vou mostrar com maior orgulho para a minha filhota quando ela crescer. Vou mostrar para vocês também para ajudar a inspirá-las.
:)

domingo, 10 de abril de 2011

Produção independente sim, e daí?

Queria mandar por email, mas era anônimo e resolvi fazer um post:
Ju e meninas, acreditem, quando perguntarem pelo pai e você falar que é uma "produção independente" economiza tempo, aborrecimento e exposição. Ainda te poupa dos outros darem pitaco na sua vida. Busque dividir a sua história com quem está disposto a ouvi-la sem pré-conceintos e tem "bagagem" (elementos) para escutá-la sem julgá-la. Você e sua bebê não precisam disso. Economize sua energia para vocês. Conte comigo sempre. Beijos
Flavia e Luna.

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Musicoterapia


Meninas, vou mudar de assunto para dar uma relaxada.


Som na caixa – ou melhor, no barrigão. Meu pai é pediatra e sempre recomendou às mães para colocar música para o bebê escutar desde o útero. Quando eu estava grávida, ele sempre me cobrava se eu estava colocando música para a Luninha.

Quando minha mãe estava grávida de mim, ele fazia eu escutar ainda dentro da barriga a música "Pequenina", da cantora paraguaia Perla: "Pequenina do meu amor. Vem correndo pros meus braços. Eu guardo pra você, os mais caros lindos sonhos". Ele diz que o bebê que foi estimulado a escutar música durante a gestação vai sentir o mesmo aconchego e segurança que sentia dentro do útero nos momentos em que o bebê estiver inquieto e choramingando.

O útero é um ambiente extremamente sonoro. “Estudos de ultra-som têm mostrado que em 16 semanas de gestação, o feto pode responder ao som externo. A audição é o primeiro sentido a se desenvolver e o último a se deteriorar no ciclo vital. A partir da 20ª semana de gestação, o bebê começa a reagir aos sons e na 25ª semana já reconhece as diferenças entre eles”, explica a doutora Maria Helena Rockenbach, especialista em musicoterapia pelo Conservatório de Música do Rio de Janeiro e Membro da Fundação Mundial de Musicoterapia.

E para as mamães que querem, desde cedo, partilhar seu gosto musical com os filhotes, já existe a coleção "Babies Love", com músicas instrumentais de Madonna, Phil Collins, U2, Elton John e até Beatles. (http://www.submarino.com.br/produto/2/21434582/babies+love:+u2)

O contato da musicoterapeuta é mhrockenbach@terra.com.br.

* Imagem das roupinhas: http://www.fashionparamenores.com.br/

** Acabei de pôr Madonna instrumental para Luninha dormir :)

Vai para o blog!

Uma amiga grávida e leitora fez um comentário que eu tinha que postar: "É tão absurdo Fla, que parece que vc inventa. Sabe quando algo é inacreditável?"

Barbárie de Realengo

Impossível saber da tragédia na escola Tasso da Silveira, em Realengo, no Rio de Janeiro, nesta quinta, dia 7 de abril, sem ficar com um nó na garganta. Pairam um monte de perguntas sobre o que teria levado o assassino Wellington Menezes de Oliveira a tirar a vida das doze crianças após entrar na instituição atirando a esmo.
Apesar de não ter a ver com o tema do blog, como mãe, me sinto obrigada a comentar sobre o assunto. Pois amanhã Luna vai estar em uma escola e quem vai garantir que um doente qualquer não vai interferir na integridade da minha filha? Sou solidária a dor das mães e familiares que perderam as crianças.
Culpados? Não acho que uma catraca com detector de metais impediria a ação. Quem quer matar, quem tem a intenção de ferir como ele mesmo já havia afirmado na carta antes de cometer a ação, acharia alguma forma de executá-la. O que me dá medo é a doença mental não tratada.
Uma amiga escreveu ontem que "As estatísticas apontam que 20% da população sofre de algum tipo de transtorno mental. Enquanto não houver uma política pública de tratamento psiquiátrico e psicológico ou esses dados não forem levados a sério, tragédias continuarão a ocorrer. Ficamos apegados à saúde do corpo e esquecemos que as mentes também adoecem. Campanhas pela saúde mental - quando alguém ouviu falar sobre isso pela última vez?". Apoio e concordo.
Um ato que me comoveu, no meio da dor, foi a avó Nilza Candelária da Cruz, 63 anos, que criava sua neta K, de 14 anos, desde os 3 anos de idade. Em meio a tanta tristeza, Nilza foi a primeira a autorizar a retirada dos órgãos de K para doação, atendendo a pedido da equipe estadual de transplante. “Não serve mais para ela, pelo menos salva outras vidas”. Que soco no estômago! Esta é abeleza e o mistério do ser humano... Que lição pra todos nós!!!

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Let it be

Há exatamente um mês eu tecia planos, com as malas empacotadas, para um novo "desafio" em Florianópolis a fim de tentar um novo emprego. Eu tinha um emprego estável no interior há dois anos como correspondente, trabalhava em casa, era um jornal de grande circulação naquela região de SC, mas eu queria mudar de ares e recomeçar a minha vida após a gravidez solteira. Resolvi pedir demissão.
Troquei o certo pelo incerto. Até porque o "incerto" apresentado não era tão vago assim. Havia vagas e eu tinha qualidades para preencher os requisitos necessários para aquela função. Mas, como diz a piada, se um dia você quiser fazer Deus morrer de rir, é só contar a Ele sobre os seus planos. Procurei apê e babá. Trouxe Luninha...
Não deu certo com a babá, a adaptação foi difícil, meu coração ficou apertado inúmeras vezes e pensava que estava fazendo aquilo para o nosso bem. Afinal, minha filha depende de mim e, se eu conseguir crescer profissionalmente, posso dar mais conforto a ela.
Chegava exausta, mas brincava com minha filhota. Nada mais delicioso que aquele sorriso banguela gritando BÚH. Acordava mais exausta ainda após as noites mal-dormidas às seis horas da manhã com ela querendo conversar. O BÚH virava gritos sonoros e conversas prolixas indecifráveis. Apesar disso, batíamos altos papos e depois tirávamos um cochilo.
Depois, eu fazia a papinha para minha bebê e brincávamos mais um pouquinho até a babá chegar, ao meio-dia. Eu pulava para o banho e ia correndo trabalhar. Almoço? Não, não dava tempo...
Tentei fazer uma adaptação aqui, aparar uma pontinha dali, puxar papo com um colega acolá... Nada com muito sucesso. Peço uma dica, uma fonte, um telefone...
Depois de um mês, escuto que não estou pronta para trabalhar nesta função. Senti como se eu fosse, por alguns momentos, uma babá qualquer, sem referências encontrada em um anúncio de classificados.
Tive um insight e percebi que estava perdendo os segundos mais preciosos da formação emocional da minha filha. Com certeza, não será esta passagem que fará a diferença na minha vida.

De resto, o que importa é estar junto com minha filha. Não me interessa acumular cargos, crachás e pele bronzeada de lâmpada fosforescente de escritório.
Let it be, deixe acontecer.