sábado, 26 de março de 2011

Holding

Todos os dias Luna tem tido uma crise de choro - uma ou mais - durante o dia. Normalmente a crise é às 18 horas, 18h30. Esta é exatamente a hora em que o pai dela a buscava e levava para casa dele e ela ficava com ele e a avó paterna em Chapecó.
No início, não me toquei e comecei a "tratar" a crise com paracetamol e antiácido, pois achava que era por causa do refluxo. Hoje pela manhã meu pai, pediatra, me ligou e disse que eu tenho que ir tirando o remédio porque ela não chora de dor e sim por causa das mudanças por que tem passado. O remédio? Dar apoio e proteção.
Comentei isso com minha amiga, Sol, que me acompanha desde sempre, pelo msn e é psicóloga. Ela disse, prontamente: "Ai flavia. Ela mudou de mundo. O lugar. O clima. Tudo diferente. Ela precisa de holding, acolhimento, suporte. Primeiro, você sumiu. Depois que você reapareceu sumiram os outros. Sumiu a casa dela e a dos avós. Apareceu uma babá nova e você dá analgésico pra menina??? A dor é da alma."
Claro, não podia ficar estagnada a vida inteira. Um dia, mais cedo ou mais tarde eu ia ter que sair da minha "zona de conforto". Estou dando muito carinho para minha filha. Não faço nada além de casa-trabalho e trabalho-casa. Hoje fomos juntas, na feira, eu e ela, comprar os legumes para a papinha dela. Tenho enchido ela de carinho e focado toda minha atenção para ela.
Mas, será que existe alguma fórmula para não deixar algum "buraco" na formação dos nossos filhos?

quinta-feira, 24 de março de 2011

Lead

Oi amigas
Tenho pensado muito em vocês.
Quero sempre dividir como tem sido estes dias mas os dias tem sido corridos. Hoje foi inevitável, eu TINHA que postar. Talvez muitas pessoas imaginam mas poucas pessoas sabem o que é ser mãe solteira de um bebê. Solteira e sozinha. É diferente ser mãe solteira e ter uma rede de apoio e ser mãe solteira, sozinha.
Vocês sabem que estou morando com minha bebê em uma cidade nova. Somos nós duas. Desde segunda tenho uma nova figura indispensável na nossa vida: a Camila, a babá. Primeiro veio a insegurança... Agora a dependência.
Para ser sincera, comecei a escrever hoje para desabafar o quanto estou me sentindo sozinha. Sabe, vim tentar a sorte aqui em Floripa. Sou jornalista e não conhecia a cidade. Minha cabeça está a mil. Enquanto escrevo sobre a tartaruga, a obra, a nascente, o pedágio.... Minha cabeça gira: Luna está bem? Luna chorou? Luna está se adaptando a nova babá? Luna está sentindo a mudança? Luna...
Li algo que traduz o que acho que está se passando: "A confusão de ideias não é um distúrbio da prosa, é um distúrbio da vida".



segunda-feira, 21 de março de 2011

Juntinhas!!!

Enfim, estou com meu bebê nos braços!!! Dormimos super agarradinhas. Olhem o visual da minha gatinha, para mostrar que somos brasileiras e não desistimos nunca!!!

quarta-feira, 16 de março de 2011

Meu docinho

Meu docinho, mamãe já está com a chave da nossa nova casinha, nosso novo lar :)
Estou te esperando para a nova fase da nossa vida. Te amo.
Meu sorriso é triste longe de você!
Chega logo minha princesinha.

sexta-feira, 11 de março de 2011

Só por hoje

Hoje estou em Porto Alegre. Vim assinar o contrato de demissão do meu ex-emprego. Fui no supermercado e na fila encontrei uma moça com um bebê na fila do caixa. Era um bebezão um pouco maior que Luna. Estava brincando com o chaveiro e depois começou a querer pegar os produtos antes de serem ensacolados nas mãos.
Eu olhava atenta aquele bebê. Estava quase saltando em cima dele e apertando contra o peito para dar uma "cafungada" e sentir seu cheiro. Queria ver se conseguia sentir o cheirinho da minha filha... O sorriso de ver aquela criança querendo descobrir o mundo como minha bebê, de repente, deu lugar a lágrimas.
Filha, mamãe liga o tempo todo e sabe que você está bem. Daqui a pouco poderei dar boas e profundas "cafungadas" e sentir seu cheirinho.
Daqui a pouco pego a estrada de volta a Floripa para a nossa nova fase. Tudo vai dar certo. Prometo.
:)

quarta-feira, 9 de março de 2011

Abstinência de Luninha

Meu bebê,
Mamãe já começou no novo trabalho. Já estou há três dias sem te ver. Hoje entendo porque algumas línguas não ousam por a palavra saudade em seu dicionário. É impossível dar nome a alguns sentimentos. Esta dor no peito de não ver seu sorriso banguela quando nós acordávamos, suas tentativas de comunicação - sejam com sons balbuciados aleatoriamente que mamãe entendia como discurso digno de paraninfo.
Princesinha, mamãe está aqui aguentando esta dor no peito para poder dar um futuro melhor para a gente. Mamãe não pode pegar você e sair contigo debaixo dos braços sem te dar uma casa, um rumo. Já fizeram isso comigo e não foi legal.
Esta mudança também é necessária para a gente poder ter um futuro melhor. Mamãe não podia viver estagnada sem perspectiva de melhoras e o melhor caminho foi arriscar. O caminho não é concreto, não teho certeza de onde vai dar, mas pelo menos estou tentando. Se ficar parada a gente não chega a lugar nenhum. Temos que ser corajosas e confiar no "nosso taco".
Daqui a pouco vem escolinha, as barbies, as roupinhas da moda... depois a faculdade... Mamãe tem que se estruturar desde hoje para poder garantir nosso futuro. Daqui a pouco vou procurar mais casinha. Onde será nosso novo lar. Logo, logo vou te buscar. Prometo. Obedece bem às vovós e vovôs e dá seu sorriso delicioso de sempre. Antes do que imaginamos, estaremos juntinhas e curtindo esta nova fase da nossa vida.
Te amo mais do que pode definir a palavra amor.
De mamãe para Luninha.

sábado, 5 de março de 2011

Um ano e uma nova fase

Mães,
Perdoem o sumiço... Engraçado. Há um ano, em um sábado de carnaval, eu fazia o teste de farmácia "só por desencargo de consciência" antes de pegar a estrada. Quando vi os dois tracinhos minha vida mudou o rumo e passou a ter outro sentido. Sou mãe de uma princesa linda e conheci o real significado da palavra "incondicional". Amo a minha filha em uma categoria elevada, sem distinção nem cláusulas. Não há explicação e ao mesmo tempo tem todo propósito do mundo.
Por acaso, hoje exatamente no sábado de carnaval, um ano depois, estou fazendo as malas. Minha vida está tomando outro rumo. Pedi demissão do meu emprego esta semana e estou começando em um novo trabalho na segunda, dia 7, em outra cidade, Florianópolis. Vou primeiro, para assumir o cargo, procurar apê e conversar com a babá e depois levo Luna.
Será um desafio, já que estarei em uma nova cidade, em um emprego novo sozinha com minha pequena. Isso é ser mãe solteira. Ser mulher, ter que lutar pela carreira e não deixar de pensar em dar uma boa infraestrutura para nossos filhotes. Às vezes, seria mais fáci ficar na "zona de conforto" perto da casa do avô - que também é pediatra -, mas teria que abrir mão da carreira e de sonhos.
E daqui a 15 ou 20 anos, qual seria o ônus? Minha filha poderia ter uma mãe amarga que cobraria o tempo perdido deixando-a enclausurada em casa, proibindo-a de se divertir com a turminha e estabelecendo regras frívolas apenas para mascarar as mágoas de ter se sentido "presa".
Sei que minha filha merece uma mãe feliz para poder dar felicidade como feedback. Vou tentar a sorte. Somos duas meninas superpoderosas e fortes. Contamos com a ajuda de vocês, amigas.
Beijo grande :)
Flavia e Luninha.

terça-feira, 1 de março de 2011

Novo tipo de comentário

Oi Mães e leitores do blog
Agora dá para publicar "Anônimo" também para as mamães que não querem se identificar :)
Beijos e vamos trocar ideias