domingo, 27 de fevereiro de 2011

A 1ª Papinha

Luninha está com cinco meses e não aguentei esperar até o sexto mês. Tinha um potinho de papinha Nestlé no armário da cozinha e liguei para o meu pai (que é pediatra) para ver se ele autorizava eu dar para minha bebezinha experimentar. Ele disse que sim, aos pouquinhos.
Êeeeee!!
Parece até que era eu quem ia comer uma iguaria nova no cardápio. Adorei ver a carinha dela de "sensação" diferente no ar, ou melhor, no paladar! Queria ter alguém aqui na hora para dividir este momento, sabe? Registrar na memória e depois contar para a "nossa" filha. Mas a nossa família é diferente. Nem menos, nem mais triste. Apenas assim.

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

O medo.... Deles

Mães,
Tenho percebido que ser mãe solteira espanta os homens. Meu último relacionamento foi o pai da minha filha e, depois que engravidei, não tivemos mais nada. Apenas discussões. Agora, que Luna está com cinco meses, comecei a ter alguma vida social. Mas nada muito intenso. O que estou percebendo é: mãe solteira, ainda mais de uma criança novinha, causa medo. Sem querer ser exagerada acho que causa até pânico.
Eu acho que os homens tem medo que estejamos procurando um "pai" para nossas crianças. Vou ser sincera: tenho uma casa, minha filha e somos uma família. Quero sim, alguém para dividir bons momentos. E só. Pai a minha filha já tem. A história dela é esta. Não quero alguém para "costurar" ou "remendar" algum buraco. Os vazios deixados naqueles momentos ou em qualquer outro da minha história ficarão lá para sempre e terei que aprender a conviver com eles.
É engraçado que, quando eu digo que sou "mãe solteira" parece que eu estou procurando uma aliança. Não, não estou. Se procurei? Sim, no período que estava com a barriga crescendo e precisava do pai da minha filha, de alguém que estivesse nesta viagem comigo e, portanto, tivesse um nível maior de empatia pelo que eu estava sentindo.
Esta semana recebi o email de uma grávida de 40 anos que já tem um filho de cinco anos que diz: "Não me ajuda o fato das mulheres divorciadas com filhos pequenos serem as últimas da fila na preferência masculina. Quando meus meninos forem grandes, vou estar com quase 60...".
Pois é, amiga...
Mas acredito que ainda existem homens emocionalmente inteligentes que sabem distinguir as coisas.
Boa sorte para nós pra encontrá-los!!

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Antes só...

Mães,
Estava lendo o livro "Mamãe Sexy", da Betty Londergam, e tem um trecho que ela fala da vulnerabilidade que a grávida passa no último trimestre da gestação (é verdade!!) e aceita qualquer coisa para ter um homem - o pai do baby - ao seu lado, por mais cafajeste que esse homem seja. Mas, acredite em Betty, em mim e em outras tantas mães que já passaram por isso: NÃO VALE A PENA. Isso passa e logo você estará recuperada e ainda mais forte.
Olha as palavras de Betty:

"Nos últimos meses antes de Lulu nascer, eu estava tão desesperada por arrancar um compromisso do pai dela que fingi não perceber todos os sinais que ele dava de que não iria estar por perto. (Inclusive a vez em que disse: ―Não vou estar por perto‖.) Em vez de dizer-lhe para sumir, eu fui arrastando nosso relacionamento em dolorosa câmera lenta. Emprestei dinheiro a ele. Dei-lhe meu carro. Lavei a roupa dele, cozinhei para ele e cuidei da filha dele enquanto ele saía à noite. Basta? Para mim, bastou! É doloroso lembrar como eu era patética, pensando que qualquer relacionamento com o pai de Lulu seria melhor que nada.
Olhando para trás eu desejaria não ter deixado que o pouco caso dele tivesse pesado sobre os doces dias de minha gravidez, e ter sido corajosa o bastante para enxergar os fatos e ver que ele nunca se transformaria em um ótimo pai e marido. Nem mesmo em alguém aceitável. Ele continuaria a ser como é — e se eu tivesse conseguido aceitar isso, teria poupado muito sofrimento a mim e a Lulu.
Isso é importante, então me ouçam, meninas. Teria sido melhor para meu bebê se eu tivesse me afastado do pai dela no momento em que ele expressou claramente sua incapacidade de assumir a responsabilidade. É claro que isso teria significado confrontar diretamente todos os hormônios e emoções que me diziam que eu não podia ficar sozinha e tinha de dar um pai para meu bebê. Aprendi tarde demais — e de um modo muito mais doloroso — que se você estiver feliz (ou pelo menos um pouco estável), será muito mais saudável e terá mais sucesso como mãe solteira do que se ficar se arrastando atrás de um homem que a deixe louca."

É simples assim.

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Solteira, sim senhor!!

Mães,
acabei de receber um recado no Facebook que eu tive que vir direto dividir com vocês!!
Uma conhecida que eu não vejo há uns 12 anos me add no FB e eu disse: "Viu minha princesa?"
A resposta (em aberto, para todo mundo ver): "Sim.Eu vi.Mto linda.Pensei que fosse sobrinha.Vc casou?"
Sabe quando você fica alguns segundos na frente da tela perguntando daonde surgiu aquela pergunta? No meu perfil tá bem grande e em português "SOLTEIRA" para todo mundo ver...
Depois dos nove meses sem aliança, de uma gestação solitária superando minhas fragilidades e conflitos, engoli a seco os pré-conceitos alheios e respondi, aberto a todos que queiram ler no Face:

"Não.. "Produção independente"!!
:)

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Presas Fáceis

Mães,
Este final de semana assisti ao filme "Um Grande Garoto", com Hugh Grant - filme antigo, mas me chamou a atenção pelo tema, claro. No filme, Grant é Will Freeman, um homem na faixa dos trinta anos metido a galã que inventa ter um filho apenas para poder ir às reuniões de pais solteiros, onde tem a oportunidade de conhecer mães também solteiras. Will sempre segue a mesma tática: vive com elas um rápido romance e quando elas começam a falar em compromisso ele acaba o namoro.
Sinta uma das frases ditas pelo galã no início do filme. "Sexo com uma mãe solteira dá de dez a zero no tipo de sexo com outras mulheres. Se você escolhe a mulher certa - que foi sacaneada e abandonada pelo pai de seus filhos e não encontrou ninguém depois... se você escolhe uma dessas, ela se apaixona por você só por causa disso. De repente, você se torna mais bonito, um amante melhor, uma pessoa melhor". Claro que, como em todo filme, a grande jornada de Will é que quando o filme chegar ao fim ele saiba tratar as mães solteiras com mais respeito, compaixão, admiração e até ser capaz de entrar em um relacionamento sincero com uma delas.
O que importa, para nós, mães solteiras, é saber identificar Wills em nossas vidas. Afinal, a rejeição nos deixa (falo por mim) tão vulneráveis que qualquer validação do nosso lado "mulher" após o abandono parece um "banquete emocional". E a conta pode ser alta...

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Do baú (ou melhor, dos itens enviados)

Mães,

O Mr. Pai não atendia meus telefonemas e muito menos me visitava. Eu morava sozinha e a única forma de sesabafar era escrevendo. Remexendo os itens enviados eu achei este email, de quando eu estava com 34 semanas.

"Mas, aconteceu. Não usamos camisinha, deixamos a responsabilidade para a pílula do dia seguinte e Luna está chegando. Morro de medo todos os dias. Gostaria muito que alguém segurasse a minha mão e dissesse que vou ser capaz de cuidá-la ou que o pai da minha filha desse um beijo na minha barriga para mostrar que vamos encarar isso juntos. A realidade é outra. O medo não me deixa dormir, tenho enjoos inexplicáveis e acho que me supero a cada dia quando vejo que mais um dia se passou e ela está bem. Não garanto que serei a melhor mãe do mundo, mas vou ser a melhor que estiver ao meu alcance e dar a ela tudo que eu sempre esperei de uma mãe."

Luna nasceu com 36 semanas. Pesava 2,600 quilos e vocês veem que é uma menina saudável, linda e me mostra que tudo valeu a pena :)
Nunca ganhei um beijo na barriga. Ninguém chegou na maternidade com flores. Ela chegou antes do tempo e as lembrancinhas não estavam prontas ainda. Mas nada disso diminuiu a minha felicidade em ter a minha princesa comigo. Sou feliz só de sentir o cheirinho dela todos os dias.

Exames sozinha


Um dos momentos em que eu me sentia mais sozinha era nos exames. Eu enviava mensagens sempre que ia fazer ultra para ver se ele se animava. O pior é que ele não dizia que NÃO ia. Ele dizia que ia tentar ir. Que provavelmente fosse. E eu ficava naquela expectativa esperando ele chegar até o último momento antes de ser chamada para o exame. Ou que ele fosse entrar no meio do exame....... Ah, a expectativa que ele fizesse aquilo que eu sonhava.

Achei umas mensagens enviadas no meu email:

22/06/10
Oi Mr Pai
Marquei a ultra 3D, aquela que dá pra ver o rostinho dela bem
definido, para o dia 08/07 às 11 horas.
Tentei falar contigo por telefone mas não consegui.
Se você quiser ir junto me fala.
Vou pagar esta ultra porque o plano não cobre. Mas acho bom para ver
se ela está se formando direitinho e já matar um pouco da minha
curiosidade para ver o rostinho dela.
(Obs.: Eu queria fazer a 3D para que ele, vendo o rostinho dela, pudesse se apegar mais ao bebê. Talvez, se visse algum traço semelhante ao dele ficasse mais fácil para ele amar a minha Luna)

08/07
Amanhã é o dia da ultra 3D. Não existe determinação médica para a realização deste exame. Decidi fazê-lo porque ele permite que tenhamos uma idéia mais concreta do rostinho da nossa filha. Também senti necessidade porque tenho a esperança que a Luna te cative assim como ela me conquista todos os dias através da interação que tenho com ela. Infelizmente você não pode acompanhar o crescimento dela de perto nem a natureza concedeu a você o direito de gerar, mas existem alguns momentos em que você já pode participar da vida dela e a Ultra é um deles.

Eu nunca vou te ensinar o que é ser pai. Eu tenho um pai maravilhoso, mas não sei dizer como ser um deles. Por outro lado, apesar de não ter tido uma mãe participativa na minha vida, estou aprendendo cada dia a ser mãe e tenho como objetivo me aperfeiçoar nesta função. Quero dar qualidade de vida a minha filha. Não estou falando de grana e sim sentimentos. Quero conseguir criar um laço forte e de troca. Sei que muitas vezes vou errar, outras acertar, outras, vou ficar em dúvida. Mas a tentativa já começou.


14/07/10
Oi Mr. Pai
O médico marcou outra ultra 3D no dia 29 de julho, às 11 hora porque naquela ela não mostrou o rostinho.
Vc quer tentar ir nesta?
Bjs
Flavia

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Conhcendo a força do provérbio...

"É na necessidade que se conhece o amigo", Provérbio Popular.

Hoje eu estava conversando com uma grávida solteira pelo msn e ela me perguntou se na minha gravidez as "amigas" também haviam sumido. Sim, as poucas amigas que eu tinha na cidade não me chamavam mais para nada. Nem um telefonema, nem um email...
Para quem não sabe, quando engravidei, eu morava há sete meses aqui e conhecia poucas pessoas. É uma cidade do interior e não bastasse ser difícil entrar na "panelinha" eu ainda era uma "grávida solteira". Se antes eu já era uma carioca que falava chiado, tinha uma tatuagem de caju no ombro e andava de havaianas na rua, agora eu havia virado também uma grávida solteira.
E nas jantas, onde iam enfiar a amiga prenha solteira no meio dos casais? E também não dava mais para ir para a balada com as solteiras. Mais solidão. Mais telefonemas para o pai da minha filha pedindo colo (e ele NÃO ESTAVA DISPONÍVEL PARA NÓS). De perto eu só tive duas ou três amigas e a minha família. Eu tive que contar mesmo é com o apoio virtual. Tenho que agradecer muuuito uma amiga me deu "colo" - e ainda dá - full time. Outra também me ajudou muito e me fazia rir.
Confesso que até algumas amigas antigas do Rio com quem eu mantinha contato, quando souberam da minha gravidez "relâmpago" me decepcionaram. De repente, percebi algumas pessoas mais preocupadas com o pai da minha filha, em saber o que ele ia fazer, em quanto tempo estávamos juntos, em detalhes do relacionamento, do que no que eu estava sentindo e passando.
O importante é que este momento serve como uma "peneira" na vida da gente. Dizem na Astrologia que o retorno de Saturno passa na nossa vida para nos livrar de tudo aquilo que está com prazo de validade vencido e deixa somente aquilo que vai permitir o nosso desenvolvimento, acrescentar...
Então, se esta fase está servindo para fazer uma "limpa" na sua vida aproveite e exercite o desapego. O feng shui acredita que guardar um monte de coisas inúteis só acorrenta a sua vida. Por isso, não se apegue àquilo que paralisa a sua vida (seja ressentimento de alguém que não sabe retribuir seu carinho, amizade no momento que você mais precisa, etc). Isso deixa sua vida estagnada. Dê espaço para as novidades e amizades mais sólidas. Relações que permitem que você desfile por aí com sua barriga linda e pontuda, leve e solta com as suas havaianas e sem alianças :)
E além disso se orgulham de você por ser quem você é.



Arquivo X

Oi meninas
Hoje revirei emails antigos e vi um que enviei quando estava no quarto mês. O pai da Luna não atendia o telefone. Nesta época eu ainda não sabia o sexo do meu bebê. Vou mostrar uns pedaços do que escrevi a ele por email para vcs:

Obs.: Vou chamá-lo de Mr Pai para preservar a identidade dele, ok?

Chapecó, 27/05/2010
"Oi Mr Pai
Fui ver o preço de algumas coisas hoje.
Pensei o seguinte: de vc se concentrar nas fraldas... A gente vai comprando (eu daqui e você dai) e vamos somando... se a gente conseguir 200 fraldas já é lucro né? Quando você sentir vontade de comprar alguma coisa pensando nele/a acho que o bebê vai gostar... Não quero te obrigar a isso, como te disse. Eu vou ter que mudar de apê porque eu não vou conseguir descer e subir as escadas com um bebê mais carrinho.
Apesar dele/a não ter sido planejado, tenho feito as coisas com carinho e quero que ele se sinta amado. Tou tentando até aprender a decorar paninho :)
Ah, ele/a já se mexe. Não é nenhuma montanha-russa, mas dá para perceber o movimento. É fofo.
Bjs
Flavia e baby."

Tudo se supera!

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Rede de apoio

Olá meninas!!!
Como vocês estão?
Luninha dormiu e estou aproveitando para por o blog e emails em dia.
Eu tenho recebido emails fofos de mães que se identificaram com o blog e a minha ideia era que todo mundo pudesse entrar e escrever livremente. Queria fazer uma grande "rede de apoio" on line. Eu não sei se todas vocês viram "Mulheres Apaixonadas" onde cada uma dava apoio a outra para se recuperar da doença do amor.
Pensei em um blog interativo onde cada mãe pudesse compartilhar sua história e receber o apoio da outra mãe que já tivesse passado por aquilo e tivesse superado aquele problema. Esta dividiria a sua experiência com a outra.
Assim, teríamos uma grande Rede de Apoio de Mamães On Line.
Estou falando de superação. Porque eu sei que existem momentos que nos sentimos fracas, impotentes, sozinhas.
Mas acreditem: TUDO PASSA!!! Nada como um dia após o outro com uma noite no meio. E depois, quando olhamos nossos bebês, tão inocentes.... E nós, com tanto amor, às vezes, direcionando para pessoas que não sabem valorizar. Então vamos canalizar a eles :)