segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Sincronia

Hoje recebi um email de uma grávida solteira de seis semanas que está acompanhando o blog e disse que entra aqui e fica aqui e fica mais tranquila. A missão do blog está sendo cumprida! O blog ajuda outras mulheres, sou ajudada por vocês e os filhos se beneficiam também. Isso é sincronia!! Vamos compartilhar sorrisos!
Muitas felicidades, amiga!! Muitas felicidades a todas nós, mães solteiras ou não e "simpatizantes".

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Pensão

Oi mães (e pai leitor do blog)
Tou em uma semana punk. As mães que já estão com seus babies crescidinhos já tem mais ideia do que vou falar: pensão. Minha princesa vai fazer quatro meses e o pai dela ainda não compareceu financeiramente. Ele não é de uma família de posses, mas acho que deve abrir mão de algumas coisas para a criação da nossa filha.
Sim, ele é prestativo com a Luna, se importa com ela, sei que quer o bem dela. Mas ao mesmo tempo ele ainda não consegue sair da posição de filho e abrir mão da condição de "Peter Pan". Hoje fui conversar com ele sobre a ajuda financeira e ele deixou bem claro que não irá participar (por bem) como combinamos quando ela nasceu. Afinal, ele tem que pagar "a prestação do carro, a faculdade e tem os gastos extras... " E, que se eu quiser esta ajuda, que procure os meus direitos na Justiça. Eu fico numa posição delicada, afinal, a mãe dele me ajuda com minha filha para eu trabalhar, gosta da minha filha, etc. Também tenho medo que ele se afaste da nossa filha por causa de R$.
E eu? Como eu fico? É uma dádiva ser mãe e ele nunca vai saber o que é isso. R$ no mundo nenhum compensa.... E nem ligo de não ter carro, de trancar a faculdade (eu estava fazendo Multimidia Digital quando nos conhecemos) e não poder guardar um "extra" para diversão porque eu tenho que pagar a babá para trabalhar, tenho que comprar fraldas, lenços úmidos e principalmente Nan.
Aliás, perguntei a ele se algum dia se importou se eu tinha o que comer quando eu estava grávida. E escutei a seguinte resposta: "Eu não sabia nem se o filho era meu quando você estava grávida".
Ela tem quatro meses e é a cara dele. Sobre o resto, espero que a vida dê as respostas.

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

“The Switch”


Se Jennifer Aniston não encontrar o tal “homem ideal” vai optar por ser mãe solteira. Em entrevista coletiva sobre seu novo filme sobre inseminação artificial, “The Switch”, a atriz disse que não acredita que mulheres precisem esperar por um parceiro para começar uma família.

“Elas (mulheres) estão percebendo que se é à hora certa elas podem fazer isso, com ou sem homem”. Comentou a Aniston.

Jennifer disse que a inseminação não faz parte de seus planos até o momento, mas defende os direitos das mulheres que optam por serem mães solteiras.

Um dos jornalistas presentes insistiu que o personagem de Aniston no filme estava sendo egoísta por escolher privar um bebê de ter a figura de pai por perto, mas a atriz continuou firme nas suas idéias.

“O ponto do filme é o que define uma família? Amor é amor e família é que está ao nosso redor”, explicou ela.

Depois de responder milhares de perguntas sobre o tema, Jennifer concluiu a entrevista dizendo que como ela já havia dito antes, ela quer sim ser mãe no futuro.

domingo, 16 de janeiro de 2011

Autonomia

Soube que estava grávida no dia 14 de fevereiro. No dia 2 de março recebi o email do assessor de um deputado para quem eu havia enviado meu currículo me convidando para trabalhar nas eleições. Por conta da gravidez inesperada tive que responder que não poderia aceitar o convite. Eu ia ganhar de duas a três vezes mais que no meu atual emprego e ainda ia morar em outra cidade. Era tudo que eu queria, mas tinha que manter meu emprego por causa da licença maternidade e em nome da segurança. Era o início da perda da minha autonomia. Abrir mão. Fazer concessões.
Gente, a felicidade de ter a minha filha não tem tamanho. E abriria mão de tudo e mais um pouco para tê-la comigo hoje. Mas é diferente andar pelo mundo sozinha e com uma criança nos braços. Acho que esta é, talvez, a maior diferença entre nós, mães, e os pais. Falo principalmente das mães solteiras. A responsabilidade chama, grita em um volume muito maior. Às vezes o volume é tão alto que nos faz perder o sono.
Com a maternidade e sem garantia de alguém para dividir as responsabilidades, as contas todo mês... temos que nos virar em "ene" jornadas para manter a casa. Mesmo assim, as contas atrasam, o salário esvai-se em menos de uma quinzena, e artigos de "luxo" como ir ao salão fazer as luzes e unhas viram uma ostentação dispendiosa sem necessidade perto da urgência em comprar fraldas, lenços úmidos e Nan.

Uma Carta Para Luna

No dia 20 de junho de 2010 eu tive mais um espaço no blog 3x30 para divulgar "Uma Carta Para a Luna".
Quero dividir com vocês aqui também.
Obrigada Bela e meninas pelo espaço :)
Carta para a Luna


Sem avisos, você apareceu. Enjoos, sono fora de hora e um turbilhão de

emoções – uma sensibilidade imensa à flor da pele. Então, veio o exame

de farmácia e lá estavam os dois risquinhos que apontavam uma gravidez

inesperada.

Veio o choque e o medo. E tudo aquilo que eu havia planejado foi por

água abaixo. De repente, minha vida tinha outro sentido: Cuidar e

proteger este serzinho que despontava no meu útero. Todas as células

do meu corpo e sentidos se uniram na missão de te prover.

Na primeira ultra, era do tamanho de um grão de feijão, mas os

batimentos cardíacos já mostravam que era determinada e cheia de vida.

Por menor que fosse, uma coisa era certa: Eu não estava mais só. Nem

era mais a mesma. Não sei ao certo como, mas de um momento para o

outro deixei de ser Flavia Werlang para ser Sua Mãe. Naquele momento

ainda não via seus contornos, não sentia você mexer e nem sabia que

sexo tinha. Apenas a amei, como se tivesse te esperado a vida inteira.

Certo dia, senti algo estranho na barriga. Não era o friozinho que

sentimos quando subimos e descemos de carro em uma ladeira em alta

velocidade. Também não era o mesmo que ver a paixão platônica aos 12

anos de idade vindo em minha direção. Era muito maior que isso. Era

você se mexendo e interagindo comigo. Depois do primeiro movimento,

fico a esperar você me dar “oi” todos os dias. Cada chute seu vale

mais do que todos os gols do Brasil em jogo de Copa do Mundo. Você já

é a artilheira que driblou meus planos, que me fortalece dia a dia e

ocupa posição estratégica na minha vida.

Na 24ª semana de gestação veio um dos dias mais esperados até hoje.

Era o dia do exame que ia revelar seu sexo. Não tinha a menor ideia do

que seria, mas tinha só um nome certo para sua certidão de nascimento:

Luna. Um minuto de exame e... Bingo! Era você, uma menininha perfeita

que saltou na tela do computador. Você já é a minha princesinha. Minha

filha. Tenho por você mais amor que jamais pudesse imaginar sentir em

vida.

Já pensei em inúmeras táticas para te preparar para a vida e nunca

deixar que ninguém te faça sofrer. Já cogitei até em substituir as

fraldas do chá de bebê por uma lista de livros de auto ajuda que te

faça uma destas mulheres fortes e que jamais chore por um trouxa

qualquer. E, quer saber, minha filha? Cheguei à conclusão que o melhor

exemplo e presente que posso te dar é a minha felicidade. Afinal,

você já é minha vida!

sábado, 15 de janeiro de 2011

Pílulas de pai - por uma mãe

Claro que eu gostaria que fosse diferente, mas hoje tento me satisfazer com o que o pai da Luna consegue nos dar. Ele se apegou a ela depois que ela nasceu. Ele a ama. Ele vai comigo na pediatra, se preocupa se ela está crescendo, com as cólicas, enfim, tem sido pai.
Esta semana fui buscá-la na casa dele e, na volta, quando chegamos na minha casa, ele a fez dormir. Achei a cena linda. Me derreti. Naquele momento queria gritar: "Te amo! Fica com a gente. Vamos tentar ser uma família? Podemos não vir a ser uma família de comercial de margarina, mas podemos ser apenas uma família".

Enfim, apenas peguei a Luninha dormindo. Boa Noite. Pra você também. Ele se foi.

Pílulas de mãe

Andei revirando os emails antigos que enviei para o pai da minha filha e me deparei com um cheio de emoção, que enviei dia 7 de setembro:

"Não usamos camisinha, deixamos a responsabilidade para a pílula do dia seguinte e Luna está chegando. Morro de medo todos os dias. Gostaria muito que alguém segurasse a minha mão e dissesse que vou ser capaz de cuidá-la. Ou o pai da minha filha desse um beijo na minha barriga para mostrar que vamos encarar isso juntos.
A realidade é outra. O medo não me deixa dormir. Tenho enjoos inexplicáveis e acho que me supero a cada dia quando vejo que mais um dia se passou e ela está bem. Não garanto que vou ser a melhor mãe do mundo, mas vou ser a melhor que estiver ao meu alcance e vou dar a ela tudo que eu sempre esperei de uma mãe".

Não preciso dizer que não tive resposta...
Luna nasceu prematura, duas semanas após o email.

sábado, 8 de janeiro de 2011

Ele já me deu o melhor presente

- e nem sabe!
Eu estava triste por não ter ganhado a aliança, por não ter sido eleita a namorada dele quando ele saía comigo e outra menina ao mesmo tempo - que depois eu conheci e hoje tenho maior carinho por ela, mas na época morria de ciúmes - e, principalmente, quando li no dia 1, no reveillón, que ele escreveu "Te Adoro" de depoimento no Orkut de uma ex-amiga minha com quem ele mantém um "affair" desde o meu oitavo mês de gestação. (Diga-se de passagem: eu acolhi a moça na minha casa quando eu estava no quarto mês e ela não tinha onde ficar já que mora em outra cidade, mas... o mundo dá voltas.)
Minha amiga disse: "Ele te deu uma filha linda! O importante é que você realizou uma coisa fundamental na sua vida: ser mãe. Ele participou disso. Você pode ser feliz com tudo que tem. Não necessariamente precisa do amor dele! Ele sendo um pai legal, isso já é o bastante. Você tem muitas outras coisas para viver ainda!!"
Amém.

Tipo de pai

No dia dos pais, quando estava de oito meses, mandei esta mensagem para ele, pelo Orkut:

"XX
Feliz dia dos pais.
Existem vários tipos de pais: o genitor, o provedor, o parceiro, o brother... o herói e o bandido.
Só você sabe que tipo de pai vai querer ser. O que eu desejo, como mãe da Luna Maria, é que você consiga construir esta relação da melhor maneira possível. Este vínculo será criado apenas entre vocês.
Espero, no entanto, que daqui a 30 anos você se orgulhe do que foi (do seu papel) na história de vocês dois."

Após ler, ele me disse que ainda não sentia nada pela nossa bebê. Ainda bem que depois que ela nasceu isso mudou.

3X30

O blog no 3X30.
http://3xtrinta.blogspot.com/2011/01/o-blog-da-mae-solteira.html
Tem blog novo na praça. E a autora é a fofucha da Flavia Werlang, jornalista, leitora, amiga da gente. A ideia de criação do espaço virtual veio depois da publicação do post Ser mãe solteira, aqui no 3xtrinta. A partir de então, várias leitoras entraram em contato com a nossa querida, que decidiu continuar a escrever sobre o assunto. Ótima iniciativa, não?

Pois anotem aí: Grávida, estado civil mãe (solteira). Arrepia, Flavia! Beijos para Luna, aquela lindona (como vocês podem conferir na foto acima!).

Ótimo finde para todos,

Isabela – A Divorciada

Obrigada Bela e meninas pela força!!!
Beijos Flavia e Luna!!

Pílulas de carinho

Tenho a mania de guardar as conversas que tinha com o pai da minha filha durante a gravidez. Não nos víamos porque ele me evitava, mas eu enviava emails sobre como estava a gestação, o que estava sentindo e no final ele me desbloqueou do msn. Vou postar o que dizia ( ainda digo) aos poucos para vocês acompanherem. Aceito o retorno de vocês.

Esta é do dia 16/07/10, quando eu estava no sétimo mês de gestação:


Flavia diz:
"Um dia a LUNA vai me perguntar se eu gostava de você e vou poder dizer sem mágoas que sim. Vou poder dizer a ela que não tivemos "uma história", mas te amei do jeito que você é, com o pouco que te conheci. Mas a vida continua e os relacionamentos se reciclam. Não imaginava ter uma filha/filho. Nem sabia que ia conseguir passar por tudo isso. Mas a cada dia tenho me superado."

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Aliança

Antes da gravidez eu nunca tinha dado importância para este acessório/símbolo. Assim que o exame de farmácia deu positivo parece que o mundo estava dividido entre os com-aliança e sem-aliança. Pior: conforme minha barriga ia crescendo e a minha mão estava vazia parecia que havia uma faixa gigante sobre mim que dizia "Ele não me quis" e eu ainda estou grávida.

Motivação

A motivação para o blog surgiu quando eu estava grávida, angustiada, e resolvi escrever sobre o assunto em meu blog pessoal, "decasaemcaso.blogspot.com". Depois, escrevi para o blog "3xtrinta" (http://3xtrinta.blogspot.com/2010/04/ser-mae-solteira.html) e o post teve 26 comentários. Luna está com três meses e duas grávidas solteiras me procuraram nos últimos meses por causa dos meus relatos.
O incentivo acabou dando tão certo que acabamos trocando msn e resolvi criar este blog destinado a mulheres que estão passando, passaram ou se identificam com a nossa situação. A ideia é reunir pessoas que falam a mesma língua para tecer uma rede de contatos e de apoio para a troca de experiências.

Objetivo

Este blog é destinado às grávidas e mães solteiras que se veem sozinhas diante da maternidade e buscam alguém ou um espaço para dividir seus medos e insegurança. Aqui, buscaremos dar acolhimento umas às outras. Além disso, mostraremos exemplos de superação e força de outras mulheres que já passaram pela mesma situação.
Seja bem-vinda! Você não está sozinha.
Flavia Werlang